O que são espíritos ovoides
mais completa deformação, se os espíritas se entregassem ao delírio dos caçadores de novidades.”[6]
Essa afirmação de Herculano é enfatizada no tocante aos cuidados com as mensagens/informações que recebemos a respeito desses parasitas, e deixa claro isso quando afirma:
“No caso do parasitismo e do vampirismo todo rigor é pouco, pois os erros e os enganos de interpretação podem levar os trabalhos de cura a descaminhos perigosos.
Se não encararmos o parasitismo e o vampirismo em termos rigorosamente doutrinários, no devido respeito ao método kardeciano, estaremos sujeitos a ser enganados por espíritos mistificadores que passarão a nos vampirizar. Porque o vampirismo é um fenômeno típico das relações interpessoais. Na vida material como na vida espiritual o vampirismo é um processo comum e universal do relacionamento afetivo e mental das criaturas. ”[7]
Os ovoides, parasitam sobre suas vitimas na maioria das vezes por afinidade e/ou vingança; isso ocorre porque como em tudo na Natureza, ocorre a busca do equilíbrio pelas trocas energéticas. As trocas se fazem ao nível do períspirito, do corpo físico e da mente. Fluídos mentais, perispirituais, e fisiológicos são assimilados ou eliminados, alterando-se o estado mental, peripiritual e fisiológico.
Destas trocas, pode resultar aquilo que André Luiz chamou de “Infecções Fluídicas”. Quando desencarnados atuam sobre encarnados, empolgando-lhes a imaginação com formas mentais monstruosas, determinando o colapso cerebral com arrasadora loucura.
“A dependência em que o homem se acha, algumas vezes, em relação aos Espíritos inferiores, provém de sua entrega aos maus pensamentos que estes lhe sugerem, e não de quaisquer acordos feitos entre eles. O pacto, no sentido vulgar do termo, é uma alegoria que simboliza uma natureza má simpatizando com Espíritos malfazejos.”[8]
Emmanuel complementa:
“Em verdade, os Espíritos são atraídos pelos pensamentos e não pelas coisas materiais, que são utilizadas como “bengalas” psicológicas para alcançar seu objetivo”[9]
Para evitar e/ou afastar esses seres é necessário conhecimento da doutrina…, reforma intima e acima de tudo compreensão tanto de o que é seu obsessor quanto os motivos que ele o vampiriza, na maioria das vezes os fatores sexuais e viciosos são o de maior pertinência.
“[...] nos centros e grupos espíritas bem orientados, as perturbações espirituais de ordem são tratadas de maneira especial, em pequenas reuniões privativas, com médiuns que disponham de condições para enfrentar o problema. Como no caso das obsessões alcoólicas, toxicômanas e outras do mesmo gênero, é necessário o máximo cuidado na seleção das pessoas que vão tratar do assunto e o maior sigilo e respeito, a fim de evitar-se o prejuízo dos comentários negativos, que influem fatalmente sobre o caso, provocando agravamentos inesperados da situação das vítimas”.[10]
[1] Allan Kardec. “O Livro dos Espíritos”, Introdução.
[2] Trecho retirado do livro: “Pensamento e vida” de Francisco C. Xavier pelo espírito de Emmanuel.
[3] Evolução em dois Mundos, André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, capítulo 12, 5ª edição FEB.
[4] Trecho do Livro “Obsessão e Desobsessão” de Suely Caldas Schubert.
[5] Afirmação feita no livro “Libertação”, p.84.
[6] Trecho retirado do livro “Vampirismo” Cap. II Parasitas e Vampiros p.08; de J. Herculano Pires.
[7] Trecho retirado do livro “Vampirismo” Cap. II Parasitas e Vampiros p.08; de J. Herculano Pires.
[8] Trecho retirado do comentário deAllan Kardec à q. 549, no “O livro dos espíritos”.
[9] XAVIER, Francisco C. - O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Q. 214. Ed: FEB, Rio de Janeiro: 2009.
[10] Retirado do capítulo VIII do livro: “Mediunidade Vida e Comunicação” de J. Herculano Pires.