Histórias sem livro escritas

Alexandre Reis
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Achei o teu nome a giz, Nas costas da minha mão, Velha estrada que se quis, Onde as horas já não vão. Um portão no canavial, Uma chave no chão posta, Nenhum livro foi formal, Mas a terra guarda resposta. Diz baixinho, deixa andar, Sob a pele, sob o lar. O passado que se esconde, Nesta máquina responde. Histórias sem livro vividas, Tu e eu vamos levar, Cá dentro bem sentidas, Prontas para libertar. Histórias sem livro escritas, Diz agora sem segredo, Nestas almas tão aflitas, Para o mundo perder medo. Cartas velhas na garagem, Numa lata de metal, Cantos gastos da viagem, Desse arquivo informal. O ribeiro traz pegadas, De ouro que o rio levou, Línguas que foram caladas, Quando o plano falhou. Diz baixinho, deixa andar, Sob a pele, sob o lar. O passado que se esconde, Neste coração responde. Histórias sem livro lidas, Tu e eu vamos levar, Cá dentro bem escondidas, Prontas para libertar. Histórias sem livro escritas, Diz agora sem segredo, Nestas almas tão aflitas, Para o mundo perder medo. Nenhum livro vai reter, O que o corpo sabe erguer. Onde o sal na carne arde, A memória acorda tarde. Diz baixinho, deixa andar, Sob a pele, sob o lar. O passado que se esconde, Neste coração responde. Histórias sem livro lidas, Tu e eu vamos levar, Cá dentro bem escondidas, Prontas para libertar. Histórias sem livro escritas, Diz agora sem segredo, Nestas almas tão aflitas, Para o mundo perder medo. Diz sozinha, deixa amar, Sob a pele, sob o ar. O passado não responde, Nesta máquina se esconde. Histórias sem livro lidas, Tu e eu vamos levar, Cá dentro bem escondidas, Prontas para libertar. Histórias sem livro escritas, Diz agora sem segredo, Nestas almas tão aflitas, Para o mundo perder medo.