Histórias sem livro escritas
Achei o teu nome a giz,
Nas costas da minha mão,
Velha estrada que se quis,
Onde as horas já não vão.
Um portão no canavial,
Uma chave no chão posta,
Nenhum livro foi formal,
Mas a terra guarda resposta.
Diz baixinho, deixa andar,
Sob a pele, sob o lar.
O passado que se esconde,
Nesta máquina responde.
Histórias sem livro vividas,
Tu e eu vamos levar,
Cá dentro bem sentidas,
Prontas para libertar.
Histórias sem livro escritas,
Diz agora sem segredo,
Nestas almas tão aflitas,
Para o mundo perder medo.
Cartas velhas na garagem,
Numa lata de metal,
Cantos gastos da viagem,
Desse arquivo informal.
O ribeiro traz pegadas,
De ouro que o rio levou,
Línguas que foram caladas,
Quando o plano falhou.
Diz baixinho, deixa andar,
Sob a pele, sob o lar.
O passado que se esconde,
Neste coração responde.
Histórias sem livro lidas,
Tu e eu vamos levar,
Cá dentro bem escondidas,
Prontas para libertar.
Histórias sem livro escritas,
Diz agora sem segredo,
Nestas almas tão aflitas,
Para o mundo perder medo.
Nenhum livro vai reter,
O que o corpo sabe erguer.
Onde o sal na carne arde,
A memória acorda tarde.
Diz baixinho, deixa andar,
Sob a pele, sob o lar.
O passado que se esconde,
Neste coração responde.
Histórias sem livro lidas,
Tu e eu vamos levar,
Cá dentro bem escondidas,
Prontas para libertar.
Histórias sem livro escritas,
Diz agora sem segredo,
Nestas almas tão aflitas,
Para o mundo perder medo.
Diz sozinha, deixa amar,
Sob a pele, sob o ar.
O passado não responde,
Nesta máquina se esconde.
Histórias sem livro lidas,
Tu e eu vamos levar,
Cá dentro bem escondidas,
Prontas para libertar.
Histórias sem livro escritas,
Diz agora sem segredo,
Nestas almas tão aflitas,
Para o mundo perder medo.