Respostas sem Teclados
Chamam velho ao farol
Por ficar sempre no mar
Mas quando desaparece o Sol
É nele que vão confiar
Compram Hip hop, Trap sem razão
Como quem compra o luar
Perdem toda a direção
Por não saberem esperar
Trocam anos por fulgor
Como quem troca de par
Descobrem tarde o valor
Que ninguém pode comprar
Quando o vento quer brincar
Qualquer vela sabe ir
Quando o céu começa a mudar
Já procuram quem seguir
Chamam velho ao farol
Por ficar sempre no mar
Mas quando desaparece o Sol
É nele que vão confiar
Chamam peso à experiência
Por demorar a chegar
Depois chamam-lhe consciência
Quando a vida faz parar
Toda a ponte quer contar
Como nasceu do chão
Mas ninguém quer escutar
Quem lhe deu sustentação
Toda a árvore dá abrigo
Sem pedir qualquer favor
Só lhe medem o castigo
Nunca o verdadeiro valor
O futuro quer correr
Sem primeiro caminhar
Há caminhos por fazer
E outros para recordar
Quando o vento quer brincar
Qualquer vela sabe ir
Quando o céu começa a mudar
Já procuram quem seguir
Chamam velho ao farol
Por ficar sempre no mar
Mas quando desaparece o Sol
É nele que vão confiar
Trocam anos por velocidade,
como quem muda de mar.
Só descobrem a verdade...
quando já não sabem voltar.
Há pontes feitas de pedra,
que ninguém quis conhecer.
Até o rio fazer guerra...
e não haver por onde ceder.
O futuro gosta de pressa,
o passado sabe esperar.
Quem despreza a experiência...
aprende tarde a escutar.
Chamaram velho ao farol,
por não sair do lugar.
Esqueceram que é o temporal...
que o obriga a trabalhar.
Nenhum relógio fabrica
o que uma vida construiu.
Há respostas sem teclados...
que só o tempo descobriu.
Chamam velho ao farol
Por ficar sempre no mar
Mas quando desaparece o Sol
É nele que vão confiar
Trocam anos por velocidade,
como quem muda de mar.
Só descobrem a verdade...
quando já não sabem voltar.