Respostas sem Teclados

Alexandre Reis
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Chamam velho ao farol Por ficar sempre no mar Mas quando desaparece o Sol É nele que vão confiar Compram Hip hop, Trap sem razão Como quem compra o luar Perdem toda a direção Por não saberem esperar Trocam anos por fulgor Como quem troca de par Descobrem tarde o valor Que ninguém pode comprar Quando o vento quer brincar Qualquer vela sabe ir Quando o céu começa a mudar Já procuram quem seguir Chamam velho ao farol Por ficar sempre no mar Mas quando desaparece o Sol É nele que vão confiar Chamam peso à experiência Por demorar a chegar Depois chamam-lhe consciência Quando a vida faz parar Toda a ponte quer contar Como nasceu do chão Mas ninguém quer escutar Quem lhe deu sustentação Toda a árvore dá abrigo Sem pedir qualquer favor Só lhe medem o castigo Nunca o verdadeiro valor O futuro quer correr Sem primeiro caminhar Há caminhos por fazer E outros para recordar Quando o vento quer brincar Qualquer vela sabe ir Quando o céu começa a mudar Já procuram quem seguir Chamam velho ao farol Por ficar sempre no mar Mas quando desaparece o Sol É nele que vão confiar Trocam anos por velocidade, como quem muda de mar. Só descobrem a verdade... quando já não sabem voltar. Há pontes feitas de pedra, que ninguém quis conhecer. Até o rio fazer guerra... e não haver por onde ceder. O futuro gosta de pressa, o passado sabe esperar. Quem despreza a experiência... aprende tarde a escutar. Chamaram velho ao farol, por não sair do lugar. Esqueceram que é o temporal... que o obriga a trabalhar. Nenhum relógio fabrica o que uma vida construiu. Há respostas sem teclados... que só o tempo descobriu. Chamam velho ao farol Por ficar sempre no mar Mas quando desaparece o Sol É nele que vão confiar Trocam anos por velocidade, como quem muda de mar. Só descobrem a verdade... quando já não sabem voltar.