Quebraste A Nossa Promessa
Dizeste a palavra errada,
No momento mais escuro,
Deixaste a porta fechada,
Destruíste o meu futuro.
O golpe foi em silêncio,
Sem aviso e sem sinal,
Fiquei preso neste espaço,
Sob uma marca fatal.
Tentas pedir o perdão,
Com a voz cheia de dor,
Mas a tua má decisão,
Apagou o nosso amor.
Há falhas que o tempo cura,
Marcas que a vida refaz,
Mas a tua falta pura,
Não me devolve a paz.
A confiança quebrou,
Ficou em cacos no chão,
O que a tua mão tirou,
Não tem absolvição.
Há erros que não têm cura,
Nem perdão para fechar,
A ferida que é tão dura,
Não se deixa cicatrizar.
Quebraste a nossa promessa,
Rasgaste a minha razão,
E nesta dor que me apressa,
Fechou-se o meu coração.
Olho para o teu olhar,
E já não vejo quem eras,
Não adianta jurar,
Nem prometer Primaveras.
O vidro quando se parte,
Não volta ao estado inicial,
A tua palavra faz parte,
Do meu golpe final.
O remorso vem tarde,
Para tentar emendar,
A covardia que arde,
Não se consegue apagar.
Há erros que não têm cura,
Nem perdão para fechar,
A ferida que é tão dura,
Não se deixa cicatrizar.
Quebraste a nossa promessa,
Rasgaste a minha razão,
E nesta dor que me apressa,
Fechou-se o meu coração.
Não peças para esquecer,
O que a tua boca fez,
Perdi a força de crer,
Pela última vez.
Leva a tua desculpa,
Leva a vergonha na mão,
Carrega a tua culpa,
Na tua própria prisão.
A chuva cai lá fora,
Lava a marca do chão,
Chegou a minha hora,
De dizer a minha lei.
Há erros que não têm cura,
Nem perdão para fechar,
A ferida que é tão dura,
Não se deixa cicatrizar.
Quebraste a nossa promessa,
Rasgaste a minha razão,
E nesta dor que me apressa,
Fechou-se o meu coração.
A porta fecha-se agora,
O teu tempo acabou,
Quem se engana e ignora,
Perde tudo o que ficou.
Podes pedir mil vezes,
Podes chorar no meu chão,
Há certos erros na vida,
Que não têm perdão.