Quebraste A Nossa Promessa

Alexandre Reis
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Dizeste a palavra errada, No momento mais escuro, Deixaste a porta fechada, Destruíste o meu futuro. O golpe foi em silêncio, Sem aviso e sem sinal, Fiquei preso neste espaço, Sob uma marca fatal. Tentas pedir o perdão, Com a voz cheia de dor, Mas a tua má decisão, Apagou o nosso amor. Há falhas que o tempo cura, Marcas que a vida refaz, Mas a tua falta pura, Não me devolve a paz. A confiança quebrou, Ficou em cacos no chão, O que a tua mão tirou, Não tem absolvição. Há erros que não têm cura, Nem perdão para fechar, A ferida que é tão dura, Não se deixa cicatrizar. Quebraste a nossa promessa, Rasgaste a minha razão, E nesta dor que me apressa, Fechou-se o meu coração. Olho para o teu olhar, E já não vejo quem eras, Não adianta jurar, Nem prometer Primaveras. O vidro quando se parte, Não volta ao estado inicial, A tua palavra faz parte, Do meu golpe final. O remorso vem tarde, Para tentar emendar, A covardia que arde, Não se consegue apagar. Há erros que não têm cura, Nem perdão para fechar, A ferida que é tão dura, Não se deixa cicatrizar. Quebraste a nossa promessa, Rasgaste a minha razão, E nesta dor que me apressa, Fechou-se o meu coração. Não peças para esquecer, O que a tua boca fez, Perdi a força de crer, Pela última vez. Leva a tua desculpa, Leva a vergonha na mão, Carrega a tua culpa, Na tua própria prisão. A chuva cai lá fora, Lava a marca do chão, Chegou a minha hora, De dizer a minha lei. Há erros que não têm cura, Nem perdão para fechar, A ferida que é tão dura, Não se deixa cicatrizar. Quebraste a nossa promessa, Rasgaste a minha razão, E nesta dor que me apressa, Fechou-se o meu coração. A porta fecha-se agora, O teu tempo acabou, Quem se engana e ignora, Perde tudo o que ficou. Podes pedir mil vezes, Podes chorar no meu chão, Há certos erros na vida, Que não têm perdão.