Pare de só nutrir os outros. Sua criança interior está gritando por atenção.
Você passa o dia cuidando de uma criança…
dá atenção, carinho, paciência…
mas a criança que vive dentro de você está morrendo de fome de presença.
E isso está te sabendo mais do que você imagina.
Neste vídeo eu vou te mostrar o hack mais simples e mais poderoso que existe:
nutrir uma criança e nutrir a sua criança interior são a mesma coisa.
Você vai sair daqui entendendo por que cuidar de alguém pequeno pode ser a maior ferramenta de cura emocional que você tem…
e no final eu vou te dar três Hack Tests que vão te mostrar, em poucos segundos, se você está abandonando a si mesmo sem perceber.
Pensa comigo…
Quando a gente cuida de uma criança, a gente para.
A gente se ajoelha na altura dela.
Fala mais devagar.
Abraça mesmo quando ela está fazendo birra.
Tem paciência com o choro, com a teimosia, com o medo.
A gente olha para aquele ser pequeno e sente: ‘Eu preciso cuidar’.
Agora me responde com sinceridade:
você trata a si mesmo com essa mesma delicadeza?
A maioria de nós não.
A gente grita com a própria mente.
Se cobra sem piedade.
Se abandona quando está cansado.
Se castiga quando erra.
E a criança interior… aquela parte de você que ainda carrega medo, carência e desejo de ser vista…
fica sozinha no escuro.
Aqui está a verdade que quase ninguém fala:
Cuidar de uma criança e cuidar da sua criança interior não são duas tarefas diferentes.
São a mesma energia.
Toda vez que você oferece presença verdadeira para uma criança,
você está treinando o músculo de se amar.
Toda vez que você consegue ficar calmo diante da birra dela,
você está ensinando ao seu sistema nervoso que emoções intensas não precisam ser combatidas com violência.
Toda vez que você segura a mão de uma criança com paciência,
você está dizendo para a criança ferida dentro de você:
‘Eu consigo cuidar. Eu consigo ficar. Eu não preciso mais abandonar.’
É por isso que tantas pessoas sentem uma paz estranha depois de passar um tempo de qualidade com crianças.
Não é só porque a criança é fofa.
É porque, sem perceber, você está se nutrindo.
Mas tem um problema.
Muita gente usa o cuidado com a criança como fuga.
Cuida de todo mundo… e se esquece completamente de si.
Outros fazem o contrário:
quando estão exaustos, descontam na criança o que nunca resolvem dentro de si.
Os dois caminhos são armadilhas.
O caminho do meio é este:
usar o cuidado com a criança como espelho e como prática.
Você não precisa ser perfeito.
Você só precisa estar consciente.
Toda vez que você se pegar sendo duro demais com você mesmo,
pergunte:
‘Eu falaria assim com uma criança de 5 anos?’
Se a resposta for não…
você acabou de encontrar a ferida.
Hoje, quando você estiver cuidando de uma criança — filho, sobrinho, aluno, qualquer uma —
observe como você fala com ela.
Você está usando o tom de voz que gostaria que tivessem usado com você quando era pequeno?
Você está oferecendo a paciência que você nunca recebeu?
Se a resposta for ‘não’… anote.
Essa diferença é exatamente o tamanho da ferida da sua criança interior.
O hack é simples:
comece a falar com a criança da forma que você precisava ter ouvido.
Você vai perceber que, aos poucos, a voz interna também muda.
Pare agora.
Pode ser neste momento.
Feche os olhos.
Coloque a mão no peito.
E diga, em silêncio ou em voz baixa:
‘Ei… eu tô aqui.
Você não precisa mais se proteger sozinho.
Eu vejo você.’
Observe o que acontece no corpo.
Uma emoção sobe? Um nó na garganta? Um aperto no peito?
Se algo mexeu…
sua criança interior acabou de ser vista pela primeira vez em muito tempo.
Faça isso todos os dias.
É o equivalente emocional de dar um abraço longo.
Antes de dormir, faça esta pergunta:
‘O que a minha criança interior precisava ouvir hoje… e eu não disse?’
Pode ser:
‘Você é suficiente.’
‘Você não precisa ser perfeito para ser amado.’
‘Eu estou aqui agora.’
Responda em voz alta.
Mesmo que pareça estranho.
Isso é nutrir.
Isso é o mesmo cuidado que você oferece a uma criança quando ela está com medo no escuro.
Você não precisa de horas livres.
Você precisa de consciência.
Toda vez que você acalmar uma criança,
relembre: ‘Estou treinando o mesmo músculo que eu preciso para mim.’
Toda vez que você sentir raiva de si mesmo,
pare e diga: ‘Eu não falaria assim com uma criança. Então não vou falar assim comigo.’
E toda noite, antes de dormir,
dê 30 segundos de atenção genuína para a criança que vive em você.
Calma.
Paciência.
Tolerância.
Exatamente o que você já sabe dar para os outros.
Nutrir não é só dar comida.
Nutrir é dar presença.
É dar calma.
É dar paciência.
É dar tolerância.
Você já sabe fazer isso com uma criança.
Agora é hora de fazer o mesmo com a criança que você carrega no peito.
Obs.: Quando você cuida de uma criança com calma, paciência e carinho… você está, na verdade, ensinando a si mesmo como se cuidar.
Muita luz e paz!
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