O Buraco Vivo na Favela
Após um desabamento abrir um buraco misterioso na favela, quatro amigos descem e descobrem um túnel vivo, um laboratório abandonado e uma cidade subterrânea habitada por desaparecidos deformados. Só três escapam. Dias depois, outro buraco surge em outra comunidade, e o som metálico recomeça.
Depois de dias de chuva pesada, o chão entre os barracos cedeu de um jeito seco, como se a terra tivesse engolido a si mesma.
No meio da lama, abriu-se um buraco enorme, escuro e fundo demais pra parecer acidente.
Ninguém tinha coragem de chegar perto, mas todo mundo sentia a mesma coisa: aquilo não era só um desabamento.
Na primeira madrugada, vieram os sons.
Batidas de metal. Três, depois cinco, depois uma sequência nervosa, quase como alguém trabalhando lá embaixo.
E junto com isso, sussurros. Não dava pra entender as palavras, só dava pra saber que estavam chamando alguém.
Foi aí que quatro amigos decidiram descer.
Bia era a corajosa do grupo, câmera na mão e sorriso de quem vivia pra viralizar.
Nando fingia ser debochado, mas tremia por dentro.
Léo era o que mais desconfiava de tudo.
E Mika, quieta e observadora, sentia que aquele lugar estava olhando de volta.
Eles entraram com lanternas, cordas e a promessa de voltar em dez minutos.
Só que o túnel não parecia normal.
As paredes estavam úmidas e cobertas de símbolos riscados, como se alguém tivesse tentado avisar o mundo inteiro pra não avançar.
O ar ficava mais frio a cada passo.
Quando perceberam, um dos vídeos de Bia ficou sem som.
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